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Jesus é a eternidade

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Quanto a Lázaro, o morto, Jesus disse à Marta: " Teu irmão há de ressurgir ". Ao que ela respondeu: " Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia ".    A resposta de Marta não poderia ser teologicamente mais exata, de acordo com a escatologia (doutrina das últimas coisas) judaica. À exceção dos saduceus, que não criam na ressurreição, entendia-se que a vinda do Messias significava a ressurreição dos justos para a vida no reino eterno do Messias. De modo que, Marta, em sua resposta, evoca essa esperança messiânica da crença na promessa de ressurreição no reino eterno.  Todavia, Marta ainda não discernira que a realização das promessas messiânicas estava bem ali, a falar com ela. A ressurreição e a eternidade estavam diante dela. Havia chegado o "último dia". Posto que, o "último dia", o "dia do Senhor" é o dia da realização da promessa messiânica e seu reino. E, Jesus é a realização de todas as expectativa...

a segunda escolha de Marta

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"A primeira escolha de Marta" (texto anterior) reflete o arquétipo da espiritualidade do "fazer para Deus", uma relação com Deus que evidência as performances, as habilidades em detrimento ao "ser" e à construção do caráter de Cristo em nós. Escolha que a tirou do contexto do discipulado, que é ouvir Jesus (seguir, permanecer onde ele está, participar da mesma condição) para ser e fazer como ele. A segunda escolha de Marta descrita por Lucas é consequência direta do equívoco da primeira, veja: "E, aproximando-se de Jesus inquiriu-lhe:  ' Senhor, não te importas de que minha irmã tenha me deixado só com todo o serviço? Peça-lhe, portanto, que venha ajudar-me!”  Orientou-lhe o Senhor: 'Marta! Marta! Andas ansiosa e te afliges por muitas razões.  Todavia, uma só causa é necessária. '". (Lucas 10.40-43) A segunda escolha de Marta consiste em supor a vontade de Jesus. Ela escolheu supor e fazer ao invés de ouvir e ser . Imagine a c...

a primeira escolha de Marta

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 O texto de Lucas 10.38-42 trata da escolha de duas irmãs diante da presença de Jesus em sua casa. Falamos anteriormente da escolha de Maria, escolha que foi elogiada por Jesus, implicando dizer que se trata de um tipo de relacionamento, uma espiritualidade "melhor", "útil", a espiritualidade que gera vida eterna em nós. Passaremos a tratar da escolha de Marta e a espiritualidade implícita em sua escolha. A escolha de Marta é marcada pela arquetipia religiosa, ou seja, fundamenta-se numa estrutura de pensamento religiosa. Sendo que Marta foi advertida severamente pelo Senhor em virtude de sua escolha, sobretudo, por sua maneira de pensar e viver sua relação com ele. Diz o texto: “Mas, Marta permanecia ocupada pelo muito serviço ” (v.40). Em primeiro lugar, a escolha de Marta consiste em "fazer para Jesus". Estava ocupada em recebê-lo, preparar-lhe alimento, conforto (e a seus discípulos). De modo que, estava ocupada com muitos serviços. Na língua ...

o que as pessoas vêem quando olham para você?

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" E disse Deus: façamos ser humano [ 'adam = humanidade, comunidade humana]  de acordo com nossa imagem [ tselém ]  e semelhança [ demût ] . " (Gênesis 1.26) Deus faz o ser humano para lhe ser uma representação de quem Ele é. Essa é a identidade humana, representação, que para melhor compreensão Jesus manifestou como "filho", que é a mesma coisa, poi o filho é a representação do Pai, pois possui suas características essenciais (DNA). Portanto, a identidade humana é "ser filho". E de acordo com o versículo 28, Deus o enche [ barach = abençoou] e disse ao ser humano, Sua representação, que frutificasse, ou seja que reproduzisse a vida que recebeu, que reproduzisse o sopro que recebeu e que o encheu. Mas, que reproduzisse como? Por meio do serviço, cultivar, guardar, dominar (todos os verbos hebraicos designam tipos de serviço). E ainda, servir a quem? À terra, à toda criação, para que a representação de Deus fizesse da terra um jardim e o conhec...