Jesus é insuportável!
"Que farei de Jesus, que é chamado de Messias?", esta é a pergunta de Pilatos à multidão de judeus que entregara Jesus de Nazaré ao então governador da Judeia. De modo que ele deveria escolher entre a vida de um homem sabidamente inocente à arcar com as implicações de uma possível revolta popular de cunho político-religioso, que naquele momento, às vésperas da Páscoa, com as ruas de Jerusalém apinhadas de gente, aspirações nacionalistas à flor da pele por parte dos judeus, se configuraria, provavelmente, num banho de sangue. Quando lemos a narrativa de Mateus quase que se pode ouvir o som dos passos frenéticos nas ruas apertadas da cidade, os comerciantes e o cheiro de revolta no ar. Pilatos cede à pressão popular orquestrada pelos líderes religiosos judaicos temendo um mal maior. Entrega Jesus para ser crucificado. Lava as mãos. Resguarda a si mesmo, sua posição, seus interesses sublimados na imensidão das complexidades políticas e religiosas que envolviam a situação, ape...