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Jesus é insuportável!

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"Que farei de Jesus, que é chamado de Messias?", esta é a pergunta de Pilatos à multidão de judeus que entregara Jesus de Nazaré ao então governador da Judeia. De modo que ele deveria escolher entre a vida de um homem sabidamente inocente à arcar com as implicações de uma possível revolta popular de cunho político-religioso, que naquele momento, às vésperas da Páscoa, com as ruas de Jerusalém apinhadas de gente, aspirações nacionalistas à flor da pele por parte dos judeus, se configuraria, provavelmente, num banho de sangue. Quando lemos a narrativa de Mateus quase que se pode ouvir o som dos passos frenéticos nas ruas apertadas da cidade, os comerciantes e o cheiro de revolta no ar. Pilatos cede à pressão popular orquestrada pelos líderes religiosos judaicos temendo um mal maior. Entrega Jesus para ser crucificado. Lava as mãos. Resguarda a si mesmo, sua posição, seus interesses sublimados na imensidão das complexidades políticas e religiosas que envolviam a situação, ape...

a grande fraude

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Jesus, ao entrar no templo, uma semana antes de ser crucificado, recepcionado pelo canto das crianças: "hosana, Filho de Davi!", que, sem cerimônia nenhuma, nem pudores teológicos, discerniam em Jesus de Nazaré, o Messias. Os principais dos sacerdotes e os ancião culpam as crianças de heresia, espumam pelo canto da boca, querem calá-las, mas, elas tem um álibi, a "ignorância infantil". Os líderes religiosos direcionam sua fúria ao tema das canções, Jesus, que, confrontado pelos líderes religiosos, após expulsar cambistas de vendedores do templo (funcionários do sumo sacerdote - a "máfia da templo"), conta duas parábolas nas quais revela aos seus ouvintes realidades estruturais do contexto religioso que são extremante importantes para nos levar à liberdade na consciência do evangelho. As parábolas foram documentadas por Mateus, o publicano, no evangelho que leva seu nome, no capítulo 21.23-46. Primeiro, ao ser questionado com que autoridade ele, Jesus, e...

a primeira escolha de Marta

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 O texto de Lucas 10.38-42 trata da escolha de duas irmãs diante da presença de Jesus em sua casa. Falamos anteriormente da escolha de Maria, escolha que foi elogiada por Jesus, implicando dizer que se trata de um tipo de relacionamento, uma espiritualidade "melhor", "útil", a espiritualidade que gera vida eterna em nós. Passaremos a tratar da escolha de Marta e a espiritualidade implícita em sua escolha. A escolha de Marta é marcada pela arquetipia religiosa, ou seja, fundamenta-se numa estrutura de pensamento religiosa. Sendo que Marta foi advertida severamente pelo Senhor em virtude de sua escolha, sobretudo, por sua maneira de pensar e viver sua relação com ele. Diz o texto: “Mas, Marta permanecia ocupada pelo muito serviço ” (v.40). Em primeiro lugar, a escolha de Marta consiste em "fazer para Jesus". Estava ocupada em recebê-lo, preparar-lhe alimento, conforto (e a seus discípulos). De modo que, estava ocupada com muitos serviços. Na língua ...