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Quando Deus muda de casa...

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A chegada do Reino revela as contradições das estruturas e posturas humanas frente à Verdade, na linguagem de Simeão, o servo do templo que tomou Jesus, infante, nos braços que disse: "esse menino será um sinal de contradição em Israel".  Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”.Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: “Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele”. As roupas de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre. A ele vinha gente de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região ao redor do Jordão. "Naqueles dias..." que dias eram esses? No que se refere ao contexto imediato, se trata dos dias em que José e sua família estavam em Nazaré, num contexto mais amplo, "naqueles dias" implica num olhar para um ...

Como ovelhas sem pastor - fariseus e escribas

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No texto anterior, "Como ovelhas sem pastor", começamos a estudar a narrativa de Mateus 9:35 - 38:   35 “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.  36 E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.  37 Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.  38 Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara.” Falamos de como Jesus olhava para as multidões com compaixão porque estavam como ovelhas sem pastor, e paramos para pensar de como a situação "ovelhas sem pastor" naquela situação era, não só, contraditória, mas como também é uma denúncia implícita à estrutura religiosa da época posto que o que mais havia em Israel no tempo de Jesus eram "pastores". o Senhor olhou para as multidões com c...

Como ovelhas sem pastor

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Mateus 9:35 - 38   35 “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.  36 E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.  37 Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.  38 Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara.” Jesus está no início de seu ministério, percorrendo as imediações de Cafarnaum, na Galiléia. Lugar de gente simples,  de pessoas marginalizadas pelos líderes de Israel pelo fato de que aquela região não significava absolutamente nada no que tange à história religiosa do país, diferentemente da Judéia. A pergunta retórica de Natanael a Felipe demonstra bem qual a imagem que se tinha da região e de suas pessoas : “e pode vir algo bom de Nazaré?”. (João 1.46) Jesus percorria as a...

Dons: Manifestações da Graça III

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" Ora, há diversidades de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações ( energema - ações) , mas o Senhor é o mesmo. A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil ( sumpheron )." I Coríntios 12.5-7) Vimos anteriormente os perigos de uma espiritualidade condicionadas às formas paganizadas de relacionamento com Deus. E como nossas igrejas estão saturadas deste espírito doentio do 'show da fé' em suas práticas eclesiásticas. Pessoas que pensão que os dons são um mérito, uma posse para suas próprias realizações e autoconstruções espirituais. Todavia, vejamos para que de fato o Senhor em sua perfeita sabedoria deu dons aos homens. Paulo afirma que o Altíssimo tem um projeto, qual é o projeto de Deus? Sim, a restauração de todas as cosias criadas, visíveis e invisíveis, tronos soberanias, principados, pois todas as coisas são para Ele, criadas por Ele e sustentadas Nele...

Dons: manifestações da Graça II

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Vimos no post anterior um contexto geral a respeito da igreja de Corinto, antes de entrarmos na questão dos 'dons' (leia antes 'Dons: manifestações da Graça I', para ter melhor compreensão). Sendo que, a primeira afirmação que fizemos a respeito do dons espirituais é que são manifestações da Graça de Deus, independente de qualquer ação humana, é Jesus quem concede dons aos homens conforme sua vontade. Como afirma Paulo, citando o salmo 68.18: " Tendo subido as alturas concedeu dons aos homens ". Ora, se são dons, obviamente, não são frutos do mérito humano. Pois, se assim fosse não seriam 'dons'. A manifestação da Graça de Deus em nós não tem a ver com nosso labor espiritual. Pelo contrário, quanto maior a auto construção do ser menos construção do Espírito na vida.  Logo, não há motivo de vã-glória , nem de orgulho, pois tudo nos foi dado, é Graça. Manifestação dos dons do Espírito de Jesus não são sinal de status  como pretendem alguns, não são...

Dons: manifestações da Graça

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Há muito barulho em relação aos dons espirituais e pouco, pouquíssimo conhecimento a respeito da verdade bíblica sobre o assunto. Por esse motivo apresento neste texto os princípios bíblicos apresentados pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta aos coríntios, na qual ele, ensina sobre os carismas. Vejam os: “A propósito, referente às coisas que são do Espírito, irmãos, não quero que estejais na ignorância.   Por esse motivo, faço vocês saberem, ninguém em [o] Espírito de Deus se manifesta, diz: ‘Jesus é anathema’. E ninguém é capaz, de si mesmo, dizer: ‘Jesus é senhor’ se não em [o] Espírito santo. Há distinção [diairesis] de dons [charismaton], mas o mesmo Espírito. Distintos ministérios [diakonion], mas o Senhor é o mesmo. Distintas produções [energematon], mas o Deus é o mesmo que produz [energema] tudo em todos. Mas, cada manifestação do Espírito é dada para a  utilidade de todos  .”  (I Co 12.1-7, tradução livre) Antes de nos atermos...

Crer: uma questão de escolha

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Como já vimos anteriormente (ver devocional “Arrependimento: uma questão de escolha”), a chegada do Reino exige posicionamentos: “Arrependei-vos e crede no Evangelho”, ora, Jesus, João Batista e os apóstolos não exigiriam isso  das pessoas se não fosse, de fato, uma questão de posicionamento, de escolha. Independente da via pela qual venha o sujeito, seja, pela via calvinista ou pela arminiana, independente se ele tropeçou no tesouro ou se procurou a pérola a vida toda, a exigência do Reino de arrepender-se e crer não oferece escapatória. Se arrependimento é desinstalar da nossa vida o sistema da “presente era”, o sistema satânico, o que significa “crer”? Crer é instalar na vida o sistema do Reino. Adotar como modo de vida o padrão do Reino expresso em Jesus. Pois, Jesus é quem traz o Reino, ou seja, Jesus é o Reino invadindo a história humana, é o Reino se tornando visível aos homens. Portanto, o modo de vida do Reino, seu padrão pode ser plenamente conhecido por meio de Je...